Você já parou para calcular quanto o desperdício de tinta e o retrabalho impactam o seu custo por metro quadrado? No cenário industrial atual, onde a competitividade é ditada pela eficiência operacional, a automatização do processo de pintura deixou de ser um luxo para se tornar uma necessidade estratégica.
Este tema central abriu a primeira temporada do KoriaCast, o novo podcast da Koria, onde especialistas do setor discutem o futuro da pintura industrial. Para aprofundar esse debate, reunimos os principais insights do episódio inaugural, trazendo visões técnicas sobre como transformar sua linha de produção.
Por que automatizar agora?
Além da fluidez, o impacto no consumo de insumos é um divisor de águas. Segundo Martins, o mercado está cada vez mais atento às métricas de desempenho. “A automatização, eu já vi acontecer, inclusive com ganhos muitos grandes na redução do consumo de tinta. Hoje o cliente que está mais ligado está medindo, inclusive, quanto custa o metro quadrado pintado. Qualquer nível de investimento que ele queira, ele realmente sempre vai ter retorno, vai ter o metro quadrado pintado mais barato”, conclui.

Muito além do robô: A ponta do iceberg
No KoriaCast, Longhi explicou que a verdadeira automação engloba variáveis que muitas vezes passam despercebidas. “O que o pessoal já pensa direto é um robô aplicando tinta. Mas isso aí é o que a gente pode dizer que é a ponta do iceberg. O processo de pintura automatizado engloba todas as variáveis: desde a parte de vazão de tinta ou vazão de ar, a velocidade na aplicação, até o ambiente, que entram as cabine de pintura, estufa para secagem e movimentação das peças”, conta.
Para que o investimento traga a repetibilidade esperada, é essencial que todos esses itens estejam integrados em tempo real. “Tudo isso tem que estar sempre bem casado”, reforça Longhi, destacando que o monitoramento constante por computador é o que garante que a qualidade da primeira peça seja idêntica à da milésima.
Benefícios estratégicos da automação industrial
- Redução Drástica de Desperdícios: Controle preciso da camada de tinta aplicada, evitando o overspray;
- Segurança e Ergonomia: Afastamento dos operadores de ambientes com névoas e solventes;
- Padronização: Garantia de que produtos fabricados em diferentes unidades mantenham o mesmo padrão de acabamento exigido pelo mercado global;
- Sustentabilidade: Menos desperdício de tinta significa menor geração de resíduos e menor impacto ambiental.