A indústria de pintura industrial está em constante evolução, impulsionada não apenas por avanços tecnológicos, mas também por uma crescente conscientização ambiental e regulamentações mais rigorosas. O segundo episódio do podcast KoriaCast, com Gary Jacobsen (Sames/US), Kemalcan Suzen (Kromavis Turquia/Europa) e Alcidene Cardoso (Koria /Brasil), destacou a urgência e a complexidade de lidar com os Compostos Orgânicos Voláteis (VOCs) e a busca por maior sustentabilidade em escala global.
A pressão ambiental
As preocupações com o meio ambiente têm levado a uma intensificação das regulamentações em diversas partes do mundo. A Europa, em particular, está na vanguarda dessa mudança, impondo limites cada vez mais estritos às emissões industriais. “Na Europa, há restrições muito rígidas e sei que de agora até 2030, muitas empresas terão que diminuir suas emissões e outras coisas. Então, a indústria de tintas também está sob pressão em relação a essa energia, eles têm que encontrar uma maneira de diminuir seu consumo de energia, mas os preços estão aumentando também agora por muitas razões”, relata Kemalcan.
Menos VOCs, menos energia, mais economia
Nesse cenário, Alcidene ressalta que a busca por processos mais sustentáveis passa diretamente pela adoção de tecnologias de pintura capazes de reduzir o consumo energético e otimizar o uso de insumos. Segundo ele, os clientes têm procurado soluções que permitam diminuir a temperatura dos fornos de secagem ou até eliminar essa etapa, ao mesmo tempo em que reduzem o volume de tinta aplicado. Essa economia contribui não apenas para a redução de custos e do consumo de materiais, mas também para a diminuição das emissões de VOCs, tornando a operação mais eficiente e ambientalmente responsável.
Gary complementa, mencionando as inovações em revestimentos e equipamentos. “É muito fluido nos EUA também. Não é apenas a força de trabalho, estamos tentando automatizar os revestimentos e as tecnologias para reduzir as energias. Muitos materiais estão indo alto teor de sólidos, materiais de componentes múltiplos para minimizar fornos e especificações de cura. Você entra em muitos materiais à base de água ou redutíveis em água que não possuem os co-solventes carreadores que criam os VOCs. Então, esse é um grande impulso agora, é desenvolver equipamentos que funcionem perfeitamente com os novos revestimentos que estão chegando ao mercado, porque muitos deles são realmente desafiadores. Eles secam muito rápido. São muito espessos. São muito difíceis de atomizar, muito difíceis de transportar através de sistemas de bombeamento”, explica.
O futuro da pintura industrial